A Tita está prestes a receber uma bicicleta. A coisa nada teria de especial, não fosse o dilema que me está a causar. É que assim que tal suceder, eu serei a única da família sem bicicleta o que, começo a perceber, aumenta o grau que ovelha ronhosa que, por inerência do estatuto de mãe, me cabe.
De maneira que, neste momento, a vontade de me aventurar a comprar uma bicicleta para podermos fazer passeios a 4 é tão grande quanto o medo que sempre tive de me despenhar de cima dela.
Ó céus, tende piedade de mim!
domingo, 28 de fevereiro de 2016
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016
Aqui está uma forma fácil de se perder a razão
Este cartaz deixa-me sem saber o que pensar.
Sou a favor da adopção. Ponto final.
Quanto à forma usada para chamar a atenção para a questão já tenho as minhas dúvidas.
Sem colocar em causa a genialidade do criativo (a ideia é boa), a vida em sociedade impõe que tenhamos algum bom senso e respeitemos a sensibilidade alheia.
O BE sabia que este cartaz ia ferir os cristãos. No meu caso concreto não me aquece nem arrefece. Ainda assim lamento a iniciativa.
Assim como lamento as reacções agressivas, que já vi, de quem se sentiu ferido, reacções essas que nada têm de cristão.
Resumindo e concluindo, estamos perante uma forma fácil de se perder a razão (dos dois lados). E é pena, porque a importância da questão merecia que lhe fosse dado outro tratamento.
Hoje só me aconteceram coisas boas!
- Sabes, mamã, hoje só me aconteceram coisas boas!
- Ai sim, Leonor, conta lá!
- Tive uma estrelinha no ditado e, por isso, a professora deu-me um abraço.
- E qual foi a outra coisa?
- A professora disse que o livro que eu escolhi ma biblioteca é muito bonito.
A Leonor estava tão feliz com estes gestos da professora que até relevou o facto de a professora ter enviado um recado na caderneta a relatar um pequeno incidente ocorrido, na véspera, na aula de Religião e Moral.
Relativamente a este recado, teve só o cuidado de sensibilizar o pai para não se confundir (assim mesmo por estas palavras), caso a professora de Religião e Moral resolva escrever também um recado na caderneta, pois só ocorreu um incidente.
E vem este relato ainda a propósito do escola pública e do seu valioso capital humano.
Muito se fala da perda de respeito pela figura do professor, como se essa perda fosse algo inevitável e culpa do tal sistema das costas largas.
Pela minha experiência, esse respeito não se evaporou. Existe desde que, tal como o Amor, o saibamos cuidar. Algo tão simples quanto nós, pais, o sabermos incutir e do outro lado o saibam merecer.
- Ai sim, Leonor, conta lá!
- Tive uma estrelinha no ditado e, por isso, a professora deu-me um abraço.
- E qual foi a outra coisa?
- A professora disse que o livro que eu escolhi ma biblioteca é muito bonito.
A Leonor estava tão feliz com estes gestos da professora que até relevou o facto de a professora ter enviado um recado na caderneta a relatar um pequeno incidente ocorrido, na véspera, na aula de Religião e Moral.
Relativamente a este recado, teve só o cuidado de sensibilizar o pai para não se confundir (assim mesmo por estas palavras), caso a professora de Religião e Moral resolva escrever também um recado na caderneta, pois só ocorreu um incidente.
E vem este relato ainda a propósito do escola pública e do seu valioso capital humano.
Muito se fala da perda de respeito pela figura do professor, como se essa perda fosse algo inevitável e culpa do tal sistema das costas largas.
Pela minha experiência, esse respeito não se evaporou. Existe desde que, tal como o Amor, o saibamos cuidar. Algo tão simples quanto nós, pais, o sabermos incutir e do outro lado o saibam merecer.
quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016
Escola pública - uma constatação
As minhas patroas estão numa escola pública que, não sendo das mais carentes, tem muitas limitações ao nível dos recursos físicos e humanos. Vai valendo o profissionalismo e abnegação destes últimos que quase consegue escondê-las.
Quanto à qualidade do ensino, nada a apontar (lá está o capital humano novamente).
Ora a que é que isto obriga? A uma muito maior participação dos pais que, formal ou informalmente, vão suprindo muitas das tais limitações.
E neste ponto é que a porca torce o rabo. O número dos que arregaçam as mangas é, incompreensivelmente, menor do que o daqueles que rezingam por tudo e por nada.
Também acho muito válida a ideia de que a escola pública deve ser tendencialmente gratutita e o Estado social existe para nos servir.
Mas a verdade é que todos conhecemos o contexto e é incompreensível o allheamento a que se assiste.
É uma constatação e também um lamento, porque não dizê-lo, porque se trata de um mero exemplo de um problema muito maior que grasse na sociedade.
Fui.
Quanto à qualidade do ensino, nada a apontar (lá está o capital humano novamente).
Ora a que é que isto obriga? A uma muito maior participação dos pais que, formal ou informalmente, vão suprindo muitas das tais limitações.
E neste ponto é que a porca torce o rabo. O número dos que arregaçam as mangas é, incompreensivelmente, menor do que o daqueles que rezingam por tudo e por nada.
Também acho muito válida a ideia de que a escola pública deve ser tendencialmente gratutita e o Estado social existe para nos servir.
Mas a verdade é que todos conhecemos o contexto e é incompreensível o allheamento a que se assiste.
É uma constatação e também um lamento, porque não dizê-lo, porque se trata de um mero exemplo de um problema muito maior que grasse na sociedade.
Fui.
quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016
Coisas que ultrapassam a minha capacidade de entender
Se há coisa que nunca perceberei é como pode alguém desfazer-se em afectos com um gato alheio, chegando ao ponto de o beijar, e não olhar sequer para uma criança que passa (por sinal, dona do gato em causa).
E juro que não ia perceber ainda que o gato e a criança me fossem estranhos.
E juro que não ia perceber ainda que o gato e a criança me fossem estranhos.
terça-feira, 23 de fevereiro de 2016
Paralisa-me o medo
Paralisa-me o medo que tenho de esquecer como eras
Tanto que me faz correr para ter o passado presente
Tanto que esqueço o futuro
Tanto que esqueço o medo que me paralisa
E corro para não te esquecer
Tanto que me faz correr para ter o passado presente
Tanto que esqueço o futuro
Tanto que esqueço o medo que me paralisa
E corro para não te esquecer
domingo, 21 de fevereiro de 2016
Coisas que aconteceram este fim de semana
- Fomos à catequese
- A Leonor aprendeu a andar de bicileta, sem rodinhas
- Fomos a uma ópera para famílias
- Caiu o 3.º dente à Leonor (tive a honra de o arrancar)
- A fada dos dentes veio durante a noite (a Leonor diz que a viu e confirma que é muito elegante, com a cintura fina, o que me dá algum alento)
- A Leonor teve torneio de basket
- A Leonor caiu e fez um grande dói dói num pulso ( e não foi a andar de bicicleta)
Nos entretantos, a Tita fartou-se de namorar com o papá.
Fim de semana intenso que, lamentavelmente, agora chega ao fim.
- A Leonor aprendeu a andar de bicileta, sem rodinhas
- Fomos a uma ópera para famílias
- Caiu o 3.º dente à Leonor (tive a honra de o arrancar)
- A fada dos dentes veio durante a noite (a Leonor diz que a viu e confirma que é muito elegante, com a cintura fina, o que me dá algum alento)
- A Leonor teve torneio de basket
- A Leonor caiu e fez um grande dói dói num pulso ( e não foi a andar de bicicleta)
Nos entretantos, a Tita fartou-se de namorar com o papá.
Fim de semana intenso que, lamentavelmente, agora chega ao fim.
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